Viajar traz experiências – Até sobre Morte


Festa da Boa Morte | Foto: Divulgação/Governo do Estado da Bahia

Viajar é a melhor maneira de viver experiências novas

Alguns podem achar que essa frase é apenas um marketing da indústria do Turismo, mas hoje eu gostaria de te mostrar que para que não seja apenas uma propaganda, só depende de você.


Existe uma maneira de “escapar” dessa ideia conspiratória de que essa frase é apenas publicidade. Uma maneira que de fato nos faz viver experiências incríveis e que coloca total sentido na afirmação que iniciei esse texto.


Em uma viagem, esteja atento ao teu entorno e aberto a descobertas


(Eu sei que isso pode ter diferentes interpretações, mas esqueça um pouco a mente suja e leia abaixo um exemplo do que eu quero dizer com isso)

Em 2011 eu fui fazer um trabalho social em Cartagena de Indias, na Colômbia, onde trabalhei em uma instituição chamada Escuela Taller. Essa instituição também existe em outros países da América Latina (inclusive no Brasil) e ela oferece cursos profissionalizantes para jovens que estão às margens da sociedade.

Alunos e professores da Escuela Taller Cartagena de Indias | Foto: Divulgação/Fortificaciones Cartagena

O Diretor da Escola era também responsável por uma associação de preservação de Cemitérios Patrimoniais. Cemitérios antigos que preservam as tradições envolvidas desde o funeral até o enterro das pessoas.


Um certo dia ele me falou que iria acontecer um encontro, ali em Cartagena, entre diferentes representantes de tradições culturais relacionadas a esse tema na América Latina, e estariam presentes um brasileiro e uma brasileira da Irmandade da Boa Morte, patrimônio imaterial da Bahia e que possui 239 anos. O problema é que seriam as únicas pessoas no encontro que não falavam espanhol e, portanto, ele estava me convidando a participar do evento e ser o tradutor dos brasileiros.


Me responda você: você pensaria muito antes de aceitar um convite para um evento sobre Cemitérios? Um evento para falar sobre rituais de funeral e enterro?


Bem, eu não pensei duas vezes. Aceitei na hora! E essa é a grande questão sobre estar aberto a descobertas novas. Eu não sabia como seria o evento, mas eu tinha certeza de que a experiência seria enriquecedora.


E de fato ela foi. Conheci muito sobre a história de alguns cemitérios que são verdadeiros patrimônios, assim como as dificuldades enfrentadas para manter vivas as tradições e também a preservação das construções antigas. Considero como ponto alto, quando representantes do estado de Chocó, na Colômbia, fizeram uma demonstração de como era um funeral de uma criança na sua cultura. Com cantos e choros. Uma experiência emocionante.

Início da demonstração do ritual de funeral de uma criança em Chocó | Foto: Arquivo Pessoal/Matt Gazzola

Se eu não estivesse aberto a descobertas, quando eu teria uma experiência igual a essa?


Quanto à tradução, sofri um pouco durante a palestra do brasileiro, que vinha do interior da Bahia.


Eu precisava traduzir o que ele dizia de português para espanhol, mas outra coisa interessante que descobri com viagens é que embora nós brasileiros falemos todos português, o sotaque e as palavras usadas em cada região fazem com que pareça que falamos idiomas diferentes.


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© 2019 por Matt Gazzola

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